quarta-feira, 13 de julho de 2011

CONDENAÇÃO

Condenei-me vida...
sem ter tempo para me absolver.
Não esperei o julgamento
e aqui estou a sofrer.

Não procurei advogados,
deixei o destino me defender.
Entretanto a promotoria da discórdia,
não pensou duas vezes em penalizar-me,
não hesitou um momento em me submeter

Os jurados das desilusões,
nada fizeram para me socorrer.
O veredito final,
de uma sentença banal,
somente hipócritas poderiam ver.

O juiz da esperança
bateu o martelo final.
Condenou-me da vida,
falando da luz no final do túnel,
que mais parecia, uma injeção letal.




Marly Oliveira 11/04/99

Nenhum comentário:

Postar um comentário