Tive
medo das horas que me senti sozinha, numa caminhada de passos largos,
onde seu caminhar se distanciava do meu na jornada da vida.
Tive
medo quando não senti teu cheiro, e percebi meu olfato em perfumes
que não eram os seus...
Tive
medo quando procurei seu abraço, porque pensei que em seus braços, seria
meu descanso, do cansaço do dia.
E meu olfato se acostumou com seu cheiro, seu odor, além
da brisa e aroma da manhã.
Tive
medo quando ouvi palavras amargas, da boca que eu tanto beijei,
dos lábios que tanto amei saíram as piores palavras, que profanaram os laços do
coração.
Tive
medo quando rompeu do meu ventre, a dor de espasmos de solidão, o elo que
alimentaria o amor, a mais fatídica canção.
M.O.

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