Deixo todos os meus bens para minha família. A televisão colorida para a mamãe que lutou muito como empregada doméstica para nos sustentar.
Minhas sacolas de viagem para o jair guardar as coisas dos filhos dele.
Meu colchão para a Mariza.
Minhas roupas para Mariza e Marly. Meus sapatos que sejam vendidos.
Meus objetos de enfeites corporal para as três.
Meu relógio para Mariza. Meu anel de formatura que ganhei da tia Bárbara para alguém o devolva a ela. O meu outro anel, que comprei da Zinha, minha prima, que fique para quem quiser da minha família, aliás em quem couber no dedo.
Os objetos de cerâmica se a mamãe quiser enfeitar nossa casa que ela fique. Senão que dê para a tia Paula.
Este quadro que tenho na sala que fique para a Nazaré. Uma blusinha estampada de javanês também para ela. Uns objetos de cozinha que tenho que fique para quem quiser.
Tenho uma bolsa preta que cismei com ela. Não sei o que fazer com ela.
Não sei se ainda estarei com um potinho de cerâmica, que contém um certo tipo de azeite, esse eu sei que não é meu, é da igreja universal que recebi para ofertar algo, mas que precisa ser devolvido, justamente com um envelope que se encontra dentro de um livro de histórias infantis. Desculpem-me por ter tentado encontrar Deus na igreja, sem conhece-la.
Outras coisas quero que vendam e deem para o papai. Se eu conseguir alguma pensão, aliás se sobrar algum dinheiro meu quero que fique com os dois papai e mamãe.
Quanto as outras pessoas da minha família. Desejo tudo de bom.
Belém, julho de 1994.
Marilene Oliveira
Marilene Santana de Oliveira
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